No corpo humano existem três
variedades de tecido muscular, o músculo liso, o músculo cardíaco e o músculo
estriado esquelético; sendo que o músculo esquelético é o que está presente em
maior quantidade, perfazendo entre 40 e 45% do peso corporal com
aproximadamente 660 músculos com diferentes localizações e funções.
O músculo esquelético é um dos
tecidos mais ativos metabolicamente, sendo importante para locomoção, e tem sua
origem a partir de células mesodermais.
As fibras musculares dividem-se em:
Tipo I : de contração lenta ou vermelhas,
e isto devido à densidade capilar e ao conteúdo em mioglobina.
Tipo II, de contração rápida ou
fibras brancas, as quais se subdividem na lIa, IIb, e IIc.
1. Fibras subtipo IIb: constituem
o subtipo mais característico.
São fibras de contração rápida
(fast twitch), nas quais o metabolismo anaeróbico é dominante, o que origina
uma grande acumulação de ácido láctico no final do exercício. O componente
aeróbico é reduzido.
2. Fibras do subtipo lIa: são
também fibras brancas, com predomínio do metabolismo anaeróbico, mas já com uma
capacidade oxidativa superior, o que as toma ligeiramente mais resistentes à
fadiga do que as anteriores.
3. Fibras do subtipo IIc: são
fibras que se encontram no músculo em quantidades muito pequenas, cerca de 1%
do total. Possuem predomínio do metabolismo anaeróbico e uma capacidade
oxidativa bastante superior à encontrada nos subtipos anteriores, o que as
coloca entre estas e as fibras tipo I, no que se refere à resistência à fadiga.
As lesões musculares podem
ocorrer por diversos mecanismos, seja por trauma direto, laceração ou isquemia.
Após a lesão, inicia-se a regeneração muscular, com uma reação inflamatória,
entre 6 e 24 horas após o trauma.
O processo de cicatrização inicia-se cerca de
três dias após a lesão, com estabilização em duas semanas. A restauração
completa pode levar de 15 a
60 dias para se concretizar. As principais causas de lesão são o treinamento
físico inadequado, a retração muscular acentuada, desidratação, nutrição
inadequada e a temperatura ambiente desfavorável.
ESTIRAMENTO
As lesões musculares por estiramento ocorrem, de forma
geral, em resposta a um alongamento brusco do músculo em contração. Estas
lesões geralmente ocorrem quando o músculo está contraindo excentricamente, ou
seja, é alongado enquanto produz tensão. O alongamento para desencadear o dano
muscular, geralmente ocorre fora do comprimento muscular ótimo para geração de
tensão, na fase descendente da curva comprimento-tensão do músculo em ação.
Lesões se divedem em 4 graus.
-Grau 1: é uma lesão com ruptura de poucas fibras
musculares, mantendo-se intacta a fáscia muscular;
-Grau 2: é uma lesão de um moderado número de fibras, também
com a fáscia muscular intacta;
-Grau 3: é a lesão de muitas fibras acompanhada de lesão
parcial da fáscia;
-Grau 4: é a lesão completa do músculo e da fáscia ou seja,
ruptura da junção músculotendínea.
CONTRATURA
A lesão acontece quando o músculo
se contrai incorretamente e não retorna ao seu estado normal, ou seja, quando
um pequeno grupo de fibras se contrai de forma não controlada (espasmo),
causando uma dor bem localizada.
Na suspeita de lesões ósseas,
como avulsões, os exames radiográficos podem ser úteis. A Ultrassonografia, a
Tomografia e a Ressonância Magnética também podem ser consideradas para
auxiliar no diagnóstico e tratamento, tendo em vista que a correta localização
anatômica da lesão é fundamental para o tratamento e previsão de retorno ao
esporte.
TRATAMENTO
Independente do tipo de lesão
muscular, o tratamento inicial segue as seguintes recomendações: Proteção do grupo
muscular atingido, repouso, gelo nas primeiras 24 a 72 horas “ Recomendo ler
o artigo passado sobre calor e gelo” e elevação do membro atingido.
A finalidade deste tratamento de emergência
consiste em reduzir o sangramento dentro do músculo atingido e diminuir a
possibilidade de novas lesões em um tecido já previamente lesado.
A Fisioterapia consiste em montar
um protocolo seguro de tratamento com base no histórico do atleta e da lesão,
sempre com o objetivo de acelerar o processo de cicatrização e devolver o
atleta completamente recuperado realizando o gesto esportivo sem dor e complicações.
Procure sempre um profissional.
BIBLIOGRAFIA.
Gregory CM,
Williams RH, Vandenborne K, Dudley GA. Metabolic and phenotypic
characteristics
of human skeletal muscle fibers as predictors of glycogen utilization
during
electrical stimulation. Eur J Appl Physiol. 2005;95(4):276-82.
Baldwin KM,
Haddad F. Effects of different activity and inactivity paradigms on myosin heavy
chain gene expression in striated muscle. J Appl Physiol. 2001;90(1):345-
57.
Pette D.
Training effects on the contractile apparatus. Acta Physiol Scand.
1998;162(3):367-76.
Pilegaard
H, Ordway GA ,
Saltin B, Neufer PD. Transcriptional regulation of gene
expression
in human skeletal muscle during recovery from exercise. Am J Physiol


Nenhum comentário:
Postar um comentário